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Cicatrização: como o cigarro pode atrapalhar o tratamento?

Cicatrização: como o cigarro pode atrapalhar o tratamento?

Um dos produtos legais mais vendidos no Brasil e no mundo é o cigarro, e é exatamente por isso que o número de vítimas provenientes desse uso é tão grande: no Brasil, mais de 300 pessoas morrem por dia em consequência do hábito de fumar, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), e o país representa ainda o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes.

No dia 29 de agosto é celebrado, aqui no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que tem como objetivo alertar e conscientizar as pessoas sobre os prejuízos do hábito de fumar. E é sobre um deles que vamos tratar no texto de hoje: a dificuldade em cicatrizar feridas. Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

 

Cigarro X Cicatrização

A fumaça do cigarro é uma mistura de mais de quatro mil substâncias tóxicas diferentes, algumas delas como o monóxido de carbono e a nicotina, elementos prejudiciais à saúde.

O monóxido de carbono (CO), dentro do corpo, tem grande afinidade com a hemoglobina, responsável por transportar oxigênio para todo o organismo. Porém, quando esses elementos se ligam acabam formando o composto carboxiemoglobina, que dificulta a oxigenação do sangue para diversos órgãos, como a pele. Impedindo que o oxigênio chegue às áreas do corpo, o colágeno, fundamental na cicatrização de feridas, é produzido em quantidade insuficiente, prejudicando o fechamento da lesão.

A nicotina, substância responsável por causar o vício no fumante, é também uma das que mais impedem a ferida de cicatrizar. Ela aumenta a liberação de catecolaminas, composto orgânico que contraem os vasos sanguíneos, acelerando também a frequência cardíaca e aumentando as chances de hipertensão arterial, o que também beneficia o aparecimento de feridas e a dificuldade de recuperação do paciente.

Juntas, essas substâncias provocam ainda um pós-operatório complicado, com possibilidade da abertura espontânea dos pontos, risco de morte do tecido, queloides e tromboembolismo, já que o sangue e o oxigênio não são transportados em quantidade suficiente para a área comprometida e os nutrientes que auxiliam na cicatrização não são absorvidos. Por isso, muitos médicos têm se negado a realizar cirurgias em fumantes ou, quando acontece, pedem que evitem seu uso por certo período.

 

Como deixar a dependência

É claro que parar de fumar não é uma tarefa fácil! Uns fazem o uso do cigarro por influência, alguns para aliviar a ansiedade e o estresse e outros por diversão. Mas observando tantos riscos que esse hábito traz à saúde, será que não vale a tentativa de combater a dependência?

Separamos algumas medidas que podem te auxiliar a combater esse mal do mundo moderno. Confira:

  • ·      Aceite o problema e motive-se para a mudança de comportamento
  • ·         Conheça os riscos que o cigarro traz à sua saúde
  • ·         Participe de movimentos de autoajuda
  • ·     Faça um acompanhamento multiprofissional, com terapia comportamental, associada a intervenções médicas e suporte farmacológico
  • ·         Evite muito contato, no início, com pessoas que fumam
  • ·         Faça exercícios de respiração e relaxamento
  • ·         Procure dormir o suficiente a cada noite
  • ·         Distraia-se com outras atividades prazerosas
  • ·         Beba bastante líquido
  • ·         Tenha uma alimentação saudável
  • ·         Foco no objetivo

 

Aproveite o Dia Nacional de Combate ao Fumo para dar um basta neste hábito! No início pode ser difícil, mas logo você verá as vantagens em estar liberto desse mal. Escolha viver! E em casos de complicações na cicatrização, decorrentes desse uso, entre em contato com uma de nossas clínicas. Dispomos de um serviço seguro e uma equipe habilitada para te ajudar!