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Instituto de Medicina Hiperbárica > Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

O que é oxigenoterapia hiperbárica?
O que é câmara hiperbárica?
Como funciona a oxigenoterapia hiperbárica?
Quanto tempo dura uma sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Quais os efeitos colaterais e complicações da oxigenioterapia hiperbárica?
Como o oxigênio é administrado ao paciente?
Quais são as indicações da oxigenoterapia hiperbárica?
Os planos e seguros de saúde cobrem este tratamento?
Existem contraindicações ao tratamento em camara hiperbárica?
Tenho que retirar o curativo para descobrir a ferida durante a sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Existe algum medicamento ou alimento que prejudique o meu tratamento?
Tenho que me internar para submeter-me à oxigenoterapia hiperbárica?
Devo estar em jejum para ser submetido a oxigenoterapia hiperbárica?
Tenho dificuldade em permanecer sentado durante o tempo estimado de duração da sessão; posso fazer a sessão deitado?
O fato de ser hipertenso contra-indica a oxigenoterapia hiperbárica?
Sinto-me angustiado quando estou dentro de um elevador ou qualquer outro lugar fechado. Conseguirei permanecer no interior do equipamento durante todo o tempo de tratamento?
Caso eu me sinta mal dentro da câmara durante o tratamento, o que pode ser feito?
Os pacientes que acabaram de concluir uma sessão podem deixar o Serviço de Medicina Hiperbárica sozinhos, dirigindo seus próprios carros, ou necessitam de um acompanhante que os vigie e assuma a direção?
Há quanto tempo utiliza-se a Medicina Hiperbárica?
A oxigenoterapia hiperbárica é um método terapêutico reconhecido no Brasil pelos órgãos competentes?
Relação Custo-benefício?
A oxigenoterapia hiperbárica pode curar câncer ou AIDS?


1. O que é oxigenoterapia hiperbárica?

Oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica na qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2 a 3 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica

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2. O que é câmara hiperbárica?

A câmara hiperbárica consiste em um equipamento médico fechado, resistente à pressão, geralmente de formato cilíndrico e construído de aço ou acrílico e que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro. Podem ser de grande porte, acomodando vários pacientes simultaneamente (câmaras multipacientes), ou de tamanho menor, comportando somente um indivíduo (câmaras monopacientes).

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3. Como funciona a oxigenoterapia hiperbárica?

A oxigenoterapia hiperbárica provoca um espetacular aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue, na ordem de 20 vezes o volume que circula em indivíduos que estão respirando ar ao nível do mar. Nestas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos de interesse terapêutico, tais como: combate infecções bacterianas e por fungos, compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sangüíneos ou destruição dos mesmos, como acontece em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas, normalizando a cicatrização de feridas crônicas e agudas; neutraliza substâncias tóxicas e toxinas, potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções e ativa células relacionadas com a cicatrização de feridas complexas.

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4. Quanto tempo dura uma sessão de oxigenoterapia hiperbárica?

Na maioria dos protocolos estabelecidos a duração de uma sessão varia de 90 minutos a 2 horas.

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5. Quais os efeitos colaterais e complicações da oxigenioterapia hiperbárica?

A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento seguro e eficaz . Respeitando-se as normas de segurança, os efeitos colaterais são mínimos e o tratamento na câmara hiperbárica é perfeitamente bem tolerado, indolor na imensa maioria dos casos, e sem nenhum desconforto. Alguns pacientes podem apresentar algum desconforto no ouvido, facilmente revertido pela manobra de valsalva( realizada ao se exalar forçadamente o ar contra os lábios fechados e nariz tapado, forçando o ar em direção ao ouvido).

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6. Como o oxigênio é administrado ao paciente?

Através de máscaras e capacetes de plástico apropriados para esta finalidade. Existe ainda a possibilidade, em se tratando de câmaras monopacientes, do paciente respirar o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, quando esta é pressurizada com este gás.

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7. Quais são as indicações da oxigenoterapia hiperbárica?

Feridas de difícil cicatrização (como, por exemplo, nas nádegas de pessoas acamadas por um longo período e nos pés de diabéticos); infecções graves com destruição muscular, de pele, ou gordura subcutânea; lesões de bexiga, intestinos, ossos e cérebro, causadas tardiamente por radioterapia; esmagamentos e amputações traumático; infecção crônica dos ossos; procedimentos de cirurgia plástica reparadora, quando se recobre uma ferida com pele ou músculos retirados de outra parte do corpo do próprio paciente, com risco de insucesso; presença de bolhas de ar na corrente sangüínea (“embolia gasosa arterial”), complicação passível de ocorrer após a realização de alguns procedimentos médicos; queimaduras extensas; coleção de pus ou ar no cérebro, causados, respectivamente, por processo infeccioso e trauma.

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8. Os planos e seguros de saúde cobrem este tratamento?

Sim, a maioria dos Planos e Seguros de Saúde dá cobertura a esta terapia, baseada em estudos que demonstram que a associação deste procedimento ao tratamento convencional diminui custos devido à redução do tempo de internação, emprego de antibióticos e necessidade de cirurgias.

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9. Existem contraindicações ao tratamento em camara hiperbárica?

Existem apenas quatro condições que impossibilitam o paciente de se submeter ao tratamento em câmara hiperbárica: pneumotórax não tratado e durante a administração dos quimioterápicos doxorrubicina e bleomicina e a medicação Sulfamylon.

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10. Tenho que retirar o curativo para descobrir a ferida durante a sessão de oxigenoterapia hiperbárica?

Não, uma vez que o oxigênio é administrado por inalação, alcançando a lesão através da corrente sangüínea.

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11. Existe algum medicamento ou alimento que prejudique o meu tratamento?

Sim, principalmente a cafeína e a nicotina. Por isso recomenda-se aos pacientes abster-se de bebidas cafeinadas, tais como: café, Coca-Cola, chá, mate, etc., assim como o consumo de tabaco, 1 hora antes das sessões até 1 hora após o seu término. O emprego de alguns medicamentos, tais como os utilizados no tratamento do câncer, deverão ser cuidadosamente analisados antes do início da oxigenoterapia hiperbárica.

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12. Tenho que me internar para submeter-me à oxigenoterapia hiperbárica?

Não, de modo nenhum. 95% dos pacientes que se submetem à oxigenoterapia hiperbárica não estão internados e comparecem ao Serviço de Medicina Hiperbárica diariamente vindos de suas residências. Os demais 5% encontram-se internados devido às enfermidades de que são portadores, as quais demandam cuidados, tais como hidratação venosa ou curativos realizados sob anestesia em centro cirúrgico, que contra-indicam sua permanência em domicílio. O tratamento em regime de internação será sempre recomendado pelo Médico Assistente do paciente.

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13. Devo estar em jejum para ser submetido a oxigenoterapia hiperbárica?

Não. O paciente que necessitar ser submetido a tratamento com oxigênio hiperbárico não necessita estar em jejum, muito pelo contrário, é desejável, principalmente em se tratando de diabéticos, que estejam fazendo regularmente suas refeições, a fim de que tenham as taxas de açúcar no sangue estáveis.

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14. Tenho dificuldade em permanecer sentado durante o tempo estimado de duração da sessão; posso fazer a sessão deitado?

Sim, os pacientes que estão incapacitados de sentar, podem se submeter ao tratamento deitados.

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15. O fato de ser hipertenso contra-indica a oxigenoterapia hiperbárica?

Não. Os pacientes portadores de pressão alta podem ser submetidos à oxigenoterapia hiperbárica, devendo manter o esquema de tratamento prescrito pelo seu médico assistente.

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16. Sinto-me angustiado quando estou dentro de um elevador ou qualquer outro lugar fechado. Conseguirei permanecer no interior do equipamento durante todo o tempo de tratamento?

A maioria das pessoas que relatam sintomas como os descritos conseguem se submeter à oxigenoterapia hiperbárica. No entanto, em alguns casos esta dificuldade pode ser mais severa, tornando mais difícil ou mesmo inviabilizando o tratamento. Nesta situação pode ser necessário o emprego de sedação, mediante a anuência do paciente, considerando-se sempre a relação risco X benefício.

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17. Caso eu me sinta mal dentro da câmara durante o tratamento, o que pode ser feito?

As sessões de oxigenoterapia hiperbárica são mandatoriamente monitoradas por um médico hiperbárico, familiarizado com esta terapia que, em casos de urgência, tomará as medidas necessárias para a rápida identificação e resolução do(s) problema(s) apresentado(s), interrompendo, se preciso for, o seu tratamento.

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18. Os pacientes que acabaram de concluir uma sessão podem deixar o Serviço de Medicina Hiperbárica sozinhos, dirigindo seus próprios carros, ou necessitam de um acompanhante que os vigie e assuma a direção?

Sim, submeter-se à terapia hiperbárica não impede o paciente de dirigir. No entanto, o mesmo deverá sempre ser orientado a informar de qualquer alteração que esteja ocorrendo, a qual poderá afastá-lo temporariamente de certas atividades (inclusive direção) se estas manifestações forem exuberantes.

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19. Há quanto tempo utiliza-se a Medicina Hiperbárica?

O uso da Medicina Hiperbárica situa-se na história há mais de meio século como uma terapia eficiente e diferenciada, com sucesso e embasamento científico comprovado para muitas doenças.

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20. A oxigenoterapia hiperbárica é um método terapêutico reconhecido no Brasil pelos órgãos competentes?

Sim. A oxigenoterapia hiperbárica encontra-se regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 através da Resolução nº 1.457. Esta regulamentação define quais são as doenças tratadas com este método e norteiam a sua prática e a cobertura deste tratamento pelos planos e seguros de saúde.

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21. Relação Custo-benefício?

A relação custo-benefício da oxigenoterapia hiperbárica é excelente, tendo em vista que ele reduz o tempo de emprego de antibióticos, propicia uma abordagem menos agressiva e mais conservadora das intervenções cirúrgicas, tais como desbridamentos, fasciotomias e amputações, reduzindo o número e a extensão destas cirurgias, reduz o tempo de recuperação do paciente e, consequentemente, o seu tempo de hospitalização.

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22. A oxigenoterapia hiperbárica pode curar câncer ou AIDS?

Não. Em virtude da eficiência deste método terapêutico na resolução de várias doenças, a oxigenoterapia hiperbárica já foi objeto de extensos estudos quanto ao seu emprego no combate a diversas patologias graves, incuráveis ou de difícil resolução, tendo se mostrada inócua no tratamento do câncer, AIDS e diversas outras doenças.

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