Tratamentos

CONTRAINDICAÇÕES


ABSOLUTAS

- Pneumotórax não tratado;

-  Uso de BLEOMICINA no passado;

- Uso atual de Sulfamilon, Adriamicina, Dissulfiram e Cisplatina.


RELATIVAS

As contraindicações relativas, uma vez tratadas ou reavaliadas pelo médico quanto aos fatores de risco e benefício, podem ser encaminhadas para a OHB.


- Infecções das vias aéreas superiores

- História de convulsões

- Enfisema pulmonar com retenção de CO2

- Febre alta

- Cirurgia torácica recente não drenada

- Cirurgia para otoesclerose

- Esferocitose congênita

- Miopia e catarata

- Claustrofobia

- Gravidez


TRAUMA


A OHB tem papel importante no tratamento e recuperação de lesões por esmagamento (acidentes de trânsito e de trabalho), queimaduras (térmicas, elétricas ou químicas), perda de substância, enxertos ou retalhos cirúrgicos, complicações pós-operatórias, entre outras.  O tratamento acelera a cicatrização diminuindo o tempo de internação e a necessidade de antibióticos.

Confira as principais indicações da Oxigenoterapia no Trauma:

-  Traumas isquêmicos de extremidades (esmagamentos, desenluvamentos, fraturas expostas, perdas de substancias, rupturas de vasos e Síndrome Compartimental)

- Traumas em locais previamente comprometidos (áreas necróticas, isquêmicas, irradiadas, etc.)

- Traumas em áreas nobres: face, pescoço, mamas, períneo, genitália, mãos e pés

-  Traumas com infecção secundária

- Progressão por lesões traumáticas iniciais

- Lesões por abrasão de pele

- Acidentes por agentes biológicos (mordedura de animais - aranhas, cobras e insetos, etc.)

- Pneumoencéfalo e pneumocrânio


ORTOPEDIA/TRAUMATOLOGIA


- Fraturas expostas em casos selecionados

- Osteomielites hematogênicas pós cirúrgicas e pós fraturas

- Artrites sépticas

- Pseudartrose com ou sem infecção

- Cirurgia de prótese infectada

- Cirurgia ortopédica infectada

- Necrose asséptica de cabeça de fêmur

LESÕES PÓS RADIOTERAPIA


Após o tratamento de radioterapia, podem ocorrer alterações nos tecidos saudáveis próximos às áreas do tumor, que faz com que esses tecidos fiquem mal vascularizados e sejam mais sensíveis a pequenos traumas (por exemplo: lesão na mandíbula em pacientes tratados para câncer na cabeça ou pescoço) ou desencadeiem episódios de sangramentos de repetição (sangramento pelo intestino ou bexiga, no caso de pacientes tratados para câncer de próstata ou útero). A Oxigenoterapia Hiperbárica auxilia na recuperação dessas alterações, estimulando a cicatrização.

Confira as principais indicações da Oxigenoterapia para Lesões Pós Radioterapia:


- Dermatite actinica

- Miosites actínicas

- Retite actínica

- Cistite actínica

- Neuropatia actinicas em casos selecionados

- Mielite e encefalite actinicas em casos selecionados.

- Implantes em tecidos comprometidos 


OBS: Está comprovado que o uso de Oxigenoterapia Hiperbárica não aumenta o potencial de aparecimento nem o crescimento tumoral.  


FERIDAS


Às vezes, um simples arranhão na perna de uma pessoa que tem varizes ou um pequeno ferimento nos pés de um diabético são suficientes para dar origem a uma lesão crônica, que persiste por meses e até anos, sem responder aos tratamentos com curativos. A associação do tratamento habitual com a Oxigenoterapia Hiperbárica é eficiente para ativar a cicatrização dos tecidos e diminuir o tempo de recuperação do paciente. 


- Infecções refratárias/germes multi-resistentes

- Locais nobres e/ou de riscos: face, pescoço, períneo, genitália, mãos e pés

- Perda de enxerto ou retalho prévio

- Fundo pálido (isquêmico)

- Osteomielite asssociada

- Possibilidade de amputação

- Presença de fístula

- Ausência de sinais de cicatrização


INFECÇÕES


- Infecções bacterianas de partes moles: aeróbias e anaeróbias, abscedantes e/ou necrosantes (ex: impetigo disseminado, piodermite gangrenosa, piomiosite, etc.)

- Erisipela

- Micoses invasivas ( Actinomicose, Mucormicose, etc)

- Osteomielites primárias com má resposta ao tratamento

- Hanseníase em casos selecionados

- Otites médias, externas e mastoidites de evolução crônica, otite externa maligna

- Epidermólise bolhosa

- Infecções bacterianas secundárias a doenças virais (varicela, herpes zoster)


PÉ DIABÉTICO E DOENÇAS VASCULARES


As complicações mais comuns em diabéticos são feridas nos pés, chamadas úlceras, que podem ter graves consequências, evoluindo inclusive, para amputação. A Federação Internacional de Diabetes (FID) estima que a cada 20 segundos uma amputação aconteça no mundo por esse motivo. Estudos científicos indicam que até 85% destas amputações foram precedidas por úlceras e muitas delas poderiam ter sido tratadas (antes de evoluir para amputação) com a Oxigenoterapia Hiperbárica.

Confira as principais indicações da Oxigenoterapia para Pé Diabético e Doenças Vasculares:

 

- Doenças arteriais obstrutivas periféricas com feridas isquêmicas

- Arteriopatias inflamatórias: tromboangeites obliterantes, arterites por colagenoses, e arterites infecciosas

- Pé diabético

- Úlceras venosas

- Linfangite associadas a lesões cutâneas

CIRURGIA GERAL E GASTROENTEOROLOGICA


- Queimaduras térmicas, elétricas e químicas

- Ferimentos de difícil cicatrização

- Enxertos e retalhos comprometidos ou de risco

- Celulites, fascilites e miosites, após cirurgias plásticas reparadoras e estéticas ( mamas, abdômen e lipoaspiração)

- Infecções necrosantes de tecidos moles após procedimentos invasivos estéticos (como injeção ou aplicação de produtos biológicos autólogos, produtos sintéticos e semi-sintéticos para preenchimentos)

- Deiscências de cirurgias, comprometendo o resultado estético

- Pacientes com alto risco de complicação (diabéticos, tabagistas e etc.), objetivando prevenir o sofrimento tecidual

- Diminuição de edemas e seromas pós-operatório em casos selecionados